Recital de Música na Casa Léa Pentagna | Pinheiro Musicalizar Recital de Música na Casa Léa Pentagna | Pinheiro Musicalizar
 A Fundação Cultural e Filantrópica Lea Pentagna neste sábado (17/05), entre os vários eventos que ocorreram na Feira de Cultura Integrativa – Unindo Caminhos,... Recital de Música na Casa Léa Pentagna | Pinheiro Musicalizar

 A Fundação Cultural e Filantrópica Lea Pentagna neste sábado (17/05), entre os vários eventos que ocorreram na Feira de Cultura Integrativa – Unindo Caminhos, promovido pela casa, nos abrilhantou com a música de três excelentes representantes da cultura indiana: Sílvia Haaz Brasil, Nitai Pada Kamala das e Jean-Christophe Aveline Paramatma.

No repertório músicas do Rajastão, do Paquistão, Ragas instrumentais do Norte da Índia como o Raga Patdeep com Nitai na Tabla, Silvia no Santoor e Jean-Christophe na Bansuri. As letras das músicas são em sânscrito e geralmente se relacionam com os deuses das religiões hindus.

Jean-Christophe que estava na Índia quando recebeu o convite para a apresentação, falou um pouco da noite: “Das várias músicas que a gente cantou, cantamos duas músicas para o senhor Kisrna e uma letra falando de unificação religiosa (o mesmo deus atrás de cada religião). Isso é um termo importante na Índia onde existem certas tensões entre muçulmanos e hindus”.

Os Músicos:

1

Nitai Pada Kamala das – Natural da antiga Tchecoslováquia, há anos mantendo contato com a música indiana, em 2000 viaja para a Índia e por dois anos passa a morar lá, onde tem um treinamento intenso no canto (com Tarun Krishna), na percussão da Mridanga (Dhritarashtra das, Radha-Govinda), no harmonium e na flauta bansuri (Deepak Bharti, Prabhu Gauranga das, Acarya Jaimini). Em 2002 de volta à República Tcheca continuou seus estudos sob a orientação de Elena Kubickova (esraj). Fez parte do grupo Vishnu Tattva e Venu Gopal, com diversas apresentações na República Tcheca, França e Holanda. Em 2006 no Brasil, começou a ministrar aulas das suas especialidades. Participou da gravação de CD’s de respeitadas intérpretes da música indiana como Sílvia Haaz Brasil (Karvan Trilhas) e Lilá Shakti, além do CD “Sri Radhe” do grupo “Ambarish” em 2009. Participou interpretando a música clássica indiana em turnê do último Festival da Índia pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Blog: http://nitaibansuri.blogspot.com.br/

2
Jean-Christophe Aveline Paramatma –
Natural da França, é um grande apaixonado pela cultura indiana desde sua adolescência quando a descobriu em Paris. Anos depois, iniciou essa maravilhosa aventura no longo caminho do universo sonoro indiano. Estudou a música hindutania nos anos 2000 com o instrumentista Ram Helder e depois no norte da Índia com o flautista e shenaista Chandra Kant Prasad (Sohan La) em Varanasi, Ajay Prasanna em Nova Delhi e Ashok Kumar Mehta em Rishikesh. Sempre buscando em suas viagens à Índia, as essências sutis das melodias do folclore e da música clássica do norte.

Atualmente morando no Rio de Janeiro, regularmente mantêm contato com inúmeros músicos de cultura indiana como: Julio Falavigna (Gopala), Nitai, a banda Surendra Devis & Devas, Sandro Shankara, Jaffer, Lila Shakti, Silvia Brasil, a banda Shiva Samba e Pedro Morares.

Blog: http://jchristaveline.blogspot.com.br/

Youtube: https://www.youtube.com/user/Ramaveline

3
Sílvia Haaz Brasil –
E-mail: silviabrasil@terra.com.br

Silvia Brasil é produtora musical de espetáculos de música e dança indianas desde 1989. Fundou o Grupo Karvan em 2004. Karvan, significa caravana, uma caravana de músicos que, a partir da Índia, percorre as “trilhas sonoras” de diversas culturas musicais do Oriente e do Ocidente. O grupo é formado por Silvia Brasil, Jaffer, Nitai Das e convidados. Os instrumentos que integram o Grupo Karvan são: – Santoor – Bhanji – Swaramandal – Bansuri – Harmônio – Pakawaj – Tabla – Kartals – Dohola

Os Instrumentos:

KartalasKartalas, kartals ou karatalas (literalmente “kara” – mão, “tal” – sino) – É um par de pratos de mão relacionados entre si algum tipo de tecido ou de corda, geralmente são de bronze, mas também podem ser encontrados “Címbalos de mão”, como também são chamados, de prata.

Santoor É um instrumento de cordas percutidas da família do Saltério, típico da música clássica indiana. De forma trapezoidal, é munido de 72 cordas, subdivididas em 18 ordens, com 18 cavaletes (trastes) móveis. As cordas são tocadas com pequenas baquetas de madeira.

Tabla – É um instrumento musical de percussão, muito usado na Índia, normalmente em músicas devocionais ou meditativas, tão comum quanto o pandeiro no Brasil. Este instrumento é dividido em dois tambores, um agudo chamado “daya” e um grave chamado “baya”.

Harmônio – É um pequeno órgão, sem tubos, com palhetas livres, registros e sistemas de foles, teclado e pedal. É munido de teclas, como o piano, que controlam o fluxo de ar que passa pelas palhetas de metal. O tamanho de cada palheta determina o seu diapasão. A pressão de ar procede de foles acionados pelos pés do executante.

Bansuri – Da junção das palavras “bans” que significa Bambu e a palavra “sur” que significa melodia. É uma flauta transversal da Índia feita de um único eixo de Bambu com seis ou sete furos para os dedos. É um instrumento musical ancestral associado com a tradição pastoral. Seu comprimento varia desde pequenos tamanhos com sons mais agudos até grandes bansuris com sons graves e profundos.

Nenhum comentário.

Deixe seu comentário.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *