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	<title>JORNAL VQ - EDIÇÃO 40 | Portal Valença RJ</title>
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	<description>O maior conteúdo sobre a Princesinha da Serra!</description>
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		<title>Faltam pessoas que acreditem no poder da mudança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal Valença RJ]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jun 2012 13:29:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[JORNAL VQ - EDIÇÃO 40]]></category>
		<category><![CDATA[Cata Vento]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal VQ]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com pouco mais de um ano à frente do Centro de Educação Musical Cata Vento, Rafael Motta é  formado pelo Conservatório Brasileiro de Música. Atualmente com 26 anos, está inserido no cenário musical valenciano desde os 14, quando entrou para a banda Aríete. A Cata Vento, fundada em  fevereiro de 2011, hoje conta com cinco [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Com pouco mais de um ano à frente do Centro de Educação Musical Cata Vento, <strong>Rafael Motta</strong> é  formado pelo Conservatório Brasileiro de Música. Atualmente com 26 anos, está inserido no cenário musical valenciano desde os 14, quando entrou para a banda Aríete. A Cata Vento, fundada em  fevereiro de 2011, hoje conta com cinco professores – Rafael entre eles – e com cursos de violão,  guitarra, piano, bateria, musicalização e canto, além de cursos personalizados para professores e  profissionais da área. “Eu tinha uma questão para voltar para Valença, porque aqui não tinha um ponto  de referência musical. Então pensei, vamos criar esse cenário”, assim explica o que o motivou a voltar para Valença depois de se formar como músico. Leia os principais trechos da entrevista.<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;">‘Sempre estudei música’<br />
Nasci no Rio de Janeiro, mas vim pra Valença com 6 anos, em 1992. Sou mais valenciano do que  carioca. Fiz os ensinos Fundamental e Médio, e naquela ânsia de fazer uma faculdade, comecei Odontologia, fiz dois anos, mas larguei. Vi que estava indo por um caminho esquisito, que não  combinava comigo. Parei a faculdade e fui pro Rio estudar música.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde os 14 anos eu já tocava com o Aríete, isso em 2000. Eu sempre estudei música, meu pai desde cedo me colocou em aulas de música, com cinco, seis anos já fazia aula de órgão, teclado, piano. Com 11 anos decidi ir pro violão e comecei a tocar guitarra.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Aríete</strong><br />
O que me incentivou a caminhar com a música foi a banda Aríete. Na banda eu era o mais novo  quando entrei, tinha 14 anos, e a média do pessoal era 20, 21 anos. Acabei entrando porque meu irmão participava, e precisaram de um guitarrista. No início meu irmão nem queria, porque a gente não se dava tão bem nessa época. Mas quando cheguei, já no primeiro ensaio sabia um monte de músicas e o pessoal gostou.</p>
<p style="text-align: justify;">A primeira formação da Aríete tinha, além de mim, Luiz Gustavo, o Santos, Alexandre, o Bacalhau, Felipe Duboc e Daniel Silvares. A gente ficou um bom tempo juntos e tocamos em vários lugares. Depois disso decidi ir pro Rio, fiz bacharelado em violão no Conservatório Brasileiro de Música.  Estudei violão por quatro anos e depois fiz licenciatura e estou no meio de uma pós-graduação em educação musical, também no Conservatório.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Música e ensino</strong><br />
Quando fiz a licenciatura percebi que essa coisa de ensinar, de dar aulas, me interessava bastante. Consegui nesse momento visualizar que poderia mudar alguma coisa. Quando terminei a faculdade eu tinha que decidir o que fazer. Se permanecia no Rio, fazia um mestrado na área de educação, ou se vinha pra Valença fazer alguma coisa. A minha única questão em voltar para Valença era porque aqui não tinha um ponto de referência musical, não valorizavam a música como arte. Então pensei, vamos criar esse cenário musical. Consegui um espaço legal aqui, e abri uma escola. A ideia da escola não é apenas ensinar, mas criar uma metodologia diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">O diferente da nossa metodologia é que a gente consegue integrar todos os cursos. O aluno que entra aqui não fica isolado na sala estudando apenas o seu instrumento. A prática é fundamental nesse processo. A pessoa pratica e a partir daí ela tem o interesse em se aprofundar. A partir do momento que a criança começa a estudar, quer tocar alguma coisa e ela vê que não consegue, automaticamente ela começa a estudar mais para conseguir tocar. A teoria vem depois do despertar. A gente deixa bem  aberto para a criação dos alunos, não é um processo rígido como o ensino de música vem sendo aplicado há algum tempo nas escolas.</p>
<p style="text-align: justify;">Acredito que as pessoas ainda vejam a escola de música como uma coisa conservadora, acha que vai entrar e ter que ler partitura. Mas na verdade a gente faz o caminho inverso. Você tem que pegar situações do cotidiano da pessoa. Não adianta chegar para uma criança de oito anos e querer que ela aprenda a ler partitura e que toque música clássica, que é uma coisa que ela nunca ouviu na vida. Ela quer tocar o que ela ouve, o que ela conhece. A partir daí o papel do professor é apresentar coisas novas, acrescentar outros estilos.  Uma das coisas da Escola é a diversidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma outra questão é que, como a Escola é paga, acabo atingindo um público específico. Eu gostaria de conseguir fazer as duas coisas, ter a escola particular, e ter um espaço para alunos que não têm condições de pagar. Acho que futuramente a gente vai conseguir, estamos tentando viabilizar parcerias para isso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Desejo de mudança</strong><br />
Faltam pessoas que acreditem mais no poder da mudança. Às vezes as próprias pessoas não acreditam que seja possível. Eu estou fazendo isso porque eu acredito que é possível criar uma mudança, fazer a música chegar num patamar de maior visibilidade, de maior respeito.</p>
<p style="text-align: justify;">Em qualquer lugar isso é possível, mesmo sendo numa cidade do interior. Mas é preciso perseverança, porque não é algo rápido. Falta um pouco às pessoas pensarem em um projeto que seja  de longo prazo. Hoje está sendo difícil, mas se a gente fizer um trabalho bem feito, daqui a pouco  fica mais fácil. No futuro teremos nossos alunos tocando, vão entrar outros. Não podemos deixar de fazer.</p>
<p style="text-align: justify;">A gente está tentando criar um cenário novo, pensar numa nova forma de encarar a situação, de criar um centro que reúna o ensino de música, de forma que chegue até um nível avançado. Eu vim pra cá já sabendo que esse cenário precisa ser construído. É uma ideia nova, é o estudo da música, o consumo à música.</p>
<p style="text-align: justify;">Sempre tivemos uma visão de que a música é para poucos, para a pessoa que tem o dom. E não é. Todo mundo que se dedique o mínimo por dia em estudar um instrumento, vai tocar. O dom vai fazer o cara ser um grande compositor, vai conseguir visualizar certas coisas que outros não conseguem, mas qualquer um é capaz. Essa visão de que a música é algo sobrenatural, que é para poucos, que a gente quer combater. Qualquer um pode fazer música, você não precisa ser um profissional. Você pode estudar música simplesmente para tocar pra você mesmo. As pessoas têm que entender que você não precisa ser o melhor violinista do mundo. Tudo é treino, prática, e vai depender de quanto você quer se profissionalizar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Música como arte?</strong><br />
Uma coisa que se perdeu é a pessoa parar para ouvir música. Hoje você quase não vê uma pessoa parada ouvindo música. Está todo mundo com fone, andando, caminhando, no carro, de bicicleta. Mas ninguém para pra ouvir música. A música se tornou uma trilha sonora. As pessoas  desaprenderam a ver a música como arte. Por isso as músicas com refrão fácil, que a pessoa guarda ao ouvir pela primeira vez, são as que fazem sucesso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cenário musical de Valença</strong><br />
Há dez anos a acessibilidade às coisas era mais difícil. Quando a banda Aríete começou, há 12 anos, a gente ainda ouvia música em fita k7. Depois você começa a ter mais acesso, a internet já te abre outras possibilidades. No cenário rock, quando começamos tínhamos algumas bandas. Essas bandas de rock – Delta Mood, Aríete, Apologia, Província já no final, Tribo Urbana – tiveram uma duração e com isso estimularam muito o pessoal a tocar. Tem uma foto do Bar do Santana, que ainda era no Casarão que pegou fogo, e nas fotos antigas você vê que o público são as pessoas que estão tocando hoje. É essa coisa de ter uma referência. Porque surgem várias bandas de rock? Porque várias bandas de rock se mantiveram, criaram público.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais recentemente, o que também estimulou esse crescimento foi o Pesqueiro do Vitinho se firmar como um ponto de show ao vivo. Porque antes disso a gente não tinha um local, a gente tocava no Marley e a polícia vinha e parava o som. Isso tudo é um círculo. A banda que está procurando um  espaço para tocar, a casa de show que abre o espaço e o garoto novo que está assistindo e gostando, que já almeja montar uma banda para tocar ali. No Vitinho também passaram a pagar bem os músicos, antes disso era bem complicado. E isso serviu também como incentivo pra galera querer tocar. Nos últimos quatro, cinco anos surgiram várias bandas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Valença como referência musical</strong><br />
Valença pra mim é muito forte em música. Em outras cidades é difícil encontrar três, quatro lugares com música ao vivo e Valença tem isso hoje. A música ao vivo em Valença se tornou uma atração. Se Valença está bem nessa questão, acho que agora é preciso valorizar, incentivar, aproveitar esse potencial como uma atração turística, se tornar uma referência na região como a cidade que tem vários shows legais. Mas pra isso é preciso ter uma organização. Você tem shows acontecendo em vários lugares, mas falta um pouco mais de produção no sentido de ter um palco, um som, uma iluminação de qualidade, algo que envolva mais o público, para que o público também entenda o porquê de valorizar aquilo. Começar a tratar a música não como som ambiente, mas ser a atração da noite. Saber valorizar esse ponto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Valorizar o que é nosso</strong><br />
Em Valença temos vários poetas, pintores, músicos. Porque não começar a valorizar essas pessoas de Valença? Posso dar um exemplo comum aqui, que é quando vem uma banda que vai tocar na Festa da Glória, o artista de fora tem um palco super profissional. Quando vai fazer com banda de Valença, coloca um tablado, aluga um som mais ou menos. A gente precisa valorizar o que é nosso. Se vamos fazer um show com as bandas de Valença, vamos montar uma estrutura de qualidade. Na maioria dos carnavais, por exemplo, temos dois palcos. O profissional para os artistas de fora, e onde tocam os  grupos de Valença, um tablado com iluminação precária. Porque o grupo de Valença é tratado sempre de forma menor? Essa diferenciação é esquisita.</p>
<p style="text-align: center;">O <strong>Centro de Educação Musical Cata Vento </strong>fica na Rua dos Mineiros, 143 – Centro.<br />
(24) 2452-4541 &#8211; http://www.facebook.com/cataventocem &#8211; contato@cataventocem.com</p>
<address style="text-align: justify;"><strong><strong><strong> <em></em></strong></strong></strong><span style="color: #ffffff;"><br />
.</span><a title="Download Jornal Valença em Questão" href="http://issuu.com/vitorcastro/docs/vq_ed40" target="_blank"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-2831 aligncenter" title="Jornal Valença em Questão" src="http://www.portalvalencarj.com.br/wp-content/uploads/2012/05/a_Valença-em-Questão.jpg" alt="" width="630" height="120" /></a><strong><em></em><br />
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		<title>Mais vagas, menos transparência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal Valença RJ]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 May 2012 00:01:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[JORNAL VQ - EDIÇÃO 40]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais vagas, menos transparência Para onde vai o dinheiro do Estacionamento Rotativo ainda é uma incógnita que a prefeitura prefere não responder Em funcionamento desde o dia 19 de abril, o Estacionamento Rotativo em Valença, operado pela empresa Central Park 33, gerou dúvidas, reclamações e elogios. Aos que consideram a iniciativa positiva, está principalmente a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Mais vagas, menos transparência</strong></p>
<div style="text-align: justify;"><strong>Para onde vai o dinheiro do Estacionamento Rotativo ainda é uma incógnita que a prefeitura prefere não responder</strong></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Em funcionamento desde o dia 19 de abril, o Estacionamento Rotativo em Valença, operado pela empresa Central Park 33, gerou dúvidas, reclamações e elogios. Aos que consideram a iniciativa positiva, está principalmente a melhora no trânsito e a facilidade que se encontra agora uma vaga nas ruas do Centro da cidade. Pelo Facebook, onde o tema ganhou repercussão, especialmente na comunidade Valença Passado a Limpo, as dúvidas eram muitas. Desde o tempo de permanência até o valor cobrado foram discutidos.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Se sobram vagas onde o estacionamento é cobrado, agora faltam vagas nas ruas próximas ao Centro que não estão na lista do Rotativo (veja no mapa as ruas com Estacionamento Rotativo). Essa é uma alternativa para motoristas que tentam economizar. De fato, o valor cobrado por hora ou fração de hora (R$ 1,20) pode ficar pesado para boa parte das pessoas. Deixar o carro estacionado durante todo o dia custa para o motorista R$ 12. O estacionamento é cobrado das 8h às 18h de segunda a sexta e de 8h às 13h no sábado. Fora desse horário, domingos e feriados o estacionamento é gratuito.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">A justificativa da prefeitura para a cobrança no estacionamento é a “adoção de uma ação pública moderna (&#8230;) trazendo a melhoria do trânsito e maior rotatividade de vagas”. De fato diminuiu bastante o número de carros estacionados no Centro. A dúvida que permanece é se essa é a política “moderna” ideal. Simplesmente cobrar pelo estacionamento não significa melhoria no trânsito. A cobrança pode até inibir os motoristas a irem para o Centro de carro, mas privilegia aquele que têm melhor condição financeira e pode pagar por uma vaga.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">A prefeitura, no entanto, alega ter realizado um estudo para se chegar ao valor cobrado e também para a escolha das ruas onde deveria ser instalado o Rotativo. Mas apenas informa que o estudo foi feito, sem apresentar nenhum dado. O valor cobrado em Valença é superior ao cobrado na cidade do Rio de Janeiro, onde é cobrado R$ 2 por duas horas ou fração de hora nos pontos mais caros. Em alguns pontos o valor cobrado é de R$ 2 por quatro horas e em outros R$ 2 por um período de 12 horas. Sobre a arrecadação, a prefeitura informa ainda que um percentual do valor fica com o município, e outro com a empresa. Mas também não informou qual o valor desses percentuais. Em Barra do Piraí, cidade vizinha a Valença, 2% do valor arrecadado é repassado para instituições filantrópicas.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Em Valença nada parecido parece ter sido pensado. Como base de comparação, a arrecadação em Barra do Piraí, descontados os impostos, gira em torno de R$ 35 mil por mês. Para onde vai esse dinheiro destinado ao município ainda é uma incógnita que a prefeitura preferiu não responder. Em contato realizado pelo VQ no dia 25 de abril, a assessoria de comunicação da Prefeitura respondeu algumas questões apenas no dia 4 de maio. Como as respostas foram incompletas, novos questionamentos foram enviados, e até o fechamento da edição (17 de maio, 22 dias depois do primeiro contato) não houve retorno.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Além da Central Park Rio 33 Estacionamento Automotivo Ltda., participaram da licitação as empresas Rotativo Barra Ltda., Sinart Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turistico Ltda. e Locanty Com. Serviços Ltda. A prefeitura não informou os valores oferecidos por nenhuma delas, nem mesmo pela Central Park 33, vencedora da licitação.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;" align="center">
<div><a href="http://www.portalvalencarj.com.br/wp-content/uploads/2012/05/mapa_rotativo1.jpg" rel="lightbox[2836]"><img decoding="async" class="alignleft  wp-image-2849" title="mapa_rotativo" src="http://www.portalvalencarj.com.br/wp-content/uploads/2012/05/mapa_rotativo1.jpg" alt="" width="478" height="378" /></a></div>
</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Perguntas enviadas no dia 25 de abril, e respondidas no dia 4 de maio.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">&#8211; <strong>Qual a justificativa e necessidade para a instalação do estacionamento rotativo em Valença? Para onde serão revertidos os recursos arrecadados com a cobrança?</strong></div>
<div style="text-align: justify;">A adoção de uma ação pública moderna que possibilite ao usuário de veículos a utilização de vagas dentro de um período justo. Trazendo a melhoria do trânsito e maior rotatividade de vagas.</div>
<div style="text-align: justify;"> <strong><br />
&#8211; Quais empresas participaram da licitação para implementação e execução do estacionamento rotativo em Valença?</strong></div>
<div style="text-align: justify;">Rotativo Barra Ltda; Central Park Rio 33 Estacionamento Automotivo Ltda, Sinart Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turistico Ltda; e Locanty Com. Serviços Ltda.</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>&#8211; Qual a empresa vencedora e como se dá o pagamento da empresa? Ela recebe um percentual do valor arrecadado, é um valor fixo mensal, etc.?</strong></div>
<div style="text-align: justify;">Central Park Rio 33. A empresa recebe um percentual do valor e o município outro percentual.- Foi realizado algum estudo pela empresa ou pela Prefeitura para se chegar ao valor a ser cobrado? O valor é maior do que na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, que tem três faixas de valores – R$ 2 pelo dia inteiro, R$ 2 por quatro horas e R$ 2 reais por duas horas, dependendo do local. Levando em conta que o custo de vida em Valença é menor, qual o critério utilizado para chegar ao valor cobrado?</div>
<div style="text-align: justify;">Foi realizado estudo pela Prefeitura.</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>&#8211; Qual o período de carência dos veículos na vaga? Há uma confusão de que o veículo pode ficar apenas por duas horas no local, e depois disso o motorista deveria retirá-lo do local. O motorista pode ou não ficar mais de duas horas (ou durante todo o dia) na mesma vaga pagando por isso?</strong></div>
<div style="text-align: justify;">15 minutos de carência. O veículo pode ficar mais de duas horas na vaga sim. Dependendo da necessidade do condutor. Ex: se uma pessoa tiver no dentista, ela não tem como sair para tirar o carro da vaga. É uma questão de razoabilidade.</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>&#8211; Os moradores das ruas onde têm o estacionamento rotativo terão algum benefício, como poder estacionar sem pagar? Ou mesmo morando na rua ele vai ter a obrigatoriedade do pagamento? Para essa pergunta me baseio na estrutura do Rio de Janeiro, onde o morador da rua pode se cadastrar na prefeitura (com comprovante de residência naquele logradouro e também que tem um carro em seu nome) e recebe um cartão de estacionamento que o libera a parar naquela rua.</strong></div>
<div style="text-align: justify;">Na Lei não existe nada falando sobre isenção para esse caso. Mas ainda está em discussão.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Perguntas reenviadas no dia 4 de maio e não respondidas até o momento</strong> (assim que tivermos respostas, publicamos)</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">&#8211; Para onde serão revertidos os recursos arrecadados?</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">&#8211; Qual o percentual revertido para a empresa e qual o percentual revertido para o município?</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">&#8211; Vocês podem disponibilizar o estudo realizado? Simplesmente saber que ele foi feito não siginifica nada. Que conclusões e como ele chegou a elas? Como ele chegou ao valor cobrado? Como estipularam os locais de instalação do Rotativo?</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">&#8211; O período de permanência depende da &#8220;necessidade do condutor&#8221;. Quem avalia essa necessidade? Quem avalia se é razoável ou não o tempo que o motorista fica na vaga? A questão é se o condutor pode ficar o tempo que quiser na vaga ou não?</div>
<div style="text-align: justify;">&#8211; Sobre a licitação, quais os valores oferecidos pelas empresas?</div>
<address style="text-align: justify;"><strong><strong><strong><br />
<em></em></strong></strong></strong><span style="color: #ffffff;"><br />
.</span><a title="Download Jornal Valença em Questão" href="http://issuu.com/vitorcastro/docs/vq_ed40" target="_blank"><img decoding="async" class=" wp-image-2831 aligncenter" title="Jornal Valença em Questão" src="http://www.portalvalencarj.com.br/wp-content/uploads/2012/05/a_Valença-em-Questão.jpg" alt="" width="478" height="90" /></a><strong><em></em><br />
</strong></address><p>The post <a href="https://www.portalvalencarj.com.br/mais-vagas-menos-transparencia/">Mais vagas, menos transparência</a> first appeared on <a href="https://www.portalvalencarj.com.br">Portal Valença RJ</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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			</item>
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		<title>O impacto do racismo na educação</title>
		<link>https://www.portalvalencarj.com.br/o-impacto-do-racismo-na-educacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal Valença RJ]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 May 2012 21:37:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[JORNAL VQ - EDIÇÃO 40]]></category>
		<category><![CDATA[VALENÇA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Relações discriminatórias no ensino geram uma série de dificuldades na permanência e desempenho dos negros na escola e no ensino superior.Por Letícia Serafim Nos dias 25 e 26 de abril, o Supremo Tribunal Federal decidiu por unanimidade pela constitucionalidade da adoção das cotas raciais para o ingresso nas universidades brasileiras. A decisão é uma vitória [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<address><strong><strong><span style="color: #000000;">Relações discriminatórias no ensino geram uma série de dificuldades na permanência e desempenho dos negros na escola e no ensino superior.</span></strong></strong><span style="color: #000000;">Por <em>Letícia Serafim</em></span></address>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Nos dias 25 e 26 de abril</span></strong>, o Supremo Tribunal Federal decidiu por unanimidade pela constitucionalidade da adoção das cotas raciais para o ingresso nas universidades brasileiras. A decisão é uma vitória histórica para os movimentos negros e sociais que vêm lutando para garantir a igualdade de direitos da população negra e o fim do racismo no Brasil. Apesar desta vitória, a discussão em torno da adoção de cotas pelas universidades sempre gerou resistência por parte da população, especialmente de setores da elite conservadora e da mídia hegemônica. O discurso dos que se opõem às cotas raciais baseia-se desde argumentos sobre a meritocracia do ingresso – que afirma que todos têm acesso livre à educação, logo cabe ao indivíduo se dedicar aos estudos para merecer o ingresso no ensino superior – até argumentações sobre o critério de seleção que deveria levar em conta fatores sociais e econômicos e não raciais. Estes discursos desconsideram um problema chave para a discussão sobre as cotas, que é a existência do racismo e de relações discriminatórias em todas as instituições sociais, em especial dentro do sistema de ensino, que gera uma série de dificuldades na permanência e desempenho dos negros na escola desde o ensino fundamental até o superior. O resultado é um número bastante reduzido de negros que chegam à universidade, cerca de 10% da população universitária do país. A resistência às cotas para negros tem a ver com a maneira como o brasileiro encara a questão racial, silenciando o racismo através do mito da democracia racial e da “cordialidade” do povo. Em seu livro “Raça e Gênero no sistema de ensino”, Ricardo Henriques afirma que “essa naturalização da desigualdade deriva de origens históricas e institucionais, entre outras coisas, ligadas à escravidão e sua abolição tardia, passiva e paternalista”. Esta forma de tratar a questão esconde uma estratégia maniqueísta que tem como objetivo perpetuar relações de desigualdade que garantem privilégios para alguns em detrimento de outros.</p>
<p><strong>Dois Brasis</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Podemos justificar a importância da adoção das cotas raciais utilizando os dados analisados pelo economista Marcelo Paixão, em 2005, onde afirma que se dividíssemos o país em dois, um só formado pela população branca, e outro só com a população negra (pardos e pretos de acordo com denominações do IBGE), e se analisássemos o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) desses dois “países”, o “Brasil branco” estaria situado na 47ª posição em um ranking mundial. Já o “Brasil negro” ocuparia a 92ª posição. Esta constatação indica que a questão da desigualdade econômica e social no país está intimamente ligada à questão racial. Para além da questão social e econômica, que se reflete nas condições de vida, oportunidades de acesso à educação, saúde, trabalho e cultura, a população negra depara-se com outro fator que os colocam em situação de desvantagem em relação aos brancos: o racismo. De fato, o Brasil não viveu um apartheid como a África do Sul, onde o convívio e o acesso aos mesmos direitos dos brancos era negado por lei aos negros. O que temos é um apartheid dissimulado, que limita com cercas invisíveis os espaços em que é conveniente ao negro circular e as relações sociais que podem estabelecer. As práticas de discriminação racial estão presentes nas mais corriqueiras situações, desde a indicação do elevador de serviço, as piadas de desvalorização da estética negra, ditados racistas como “negro de alma branca”, até os mecanismos que dificultam o acesso dos negros às universidades e, consequentemente, às mesmas profissões de prestígio e ao mesmo status social que os brancos.</p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>“O ‘Brasil branco’ estaria</strong></span><br />
<span style="color: #000000;"><strong>situado na 47ª posição em um<em><br />
ranking </em>mundial. Já o ‘Brasil</strong></span><br />
<span style="color: #000000;"><strong>negro’ ocuparia a 92ª posição”</strong></span></p>
<p><strong>Desigualdades na educação</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nas últimas décadas, evidencia-se no país a elevação da escolaridade média da população, a redução na taxa de analfabetismo e o aumento do número de matrículas. Porém, esses avanços não se traduzem em qualidade do ensino, nem em redução das diferenças na educação entre brancos e negros. Ricardo Henriques aponta que em 1999 o número de brancos com curso superior completo (15 anos ou mais de estudo) superava em 5 vezes o de negros. A escolaridade média de um jovem negro com 25 anos de idade em 1999 girava em torno de 6,1 anos. Já um jovem branco da mesma idade tinha cerca de 8,4 anos de estudo. Essa diferença de 2,3 anos de estudo é bastante significativa se considerarmos que a escolaridade média de um adulto é de 6 anos. E mais assustador é que apesar de a escolaridade média entre brancos e negros ter evoluído ao longo do século XX, a diferença de 2,3 anos de estudo entre jovens brancos e negros de 25 anos de idade é praticamente a mesma observada entre os pais e avós desses jovens. Ou seja, apesar dos avanços na educação, apresenta-se um quadro de desigualdade constante ao longo do século XX entre brancos e negros. No domingo 13 de maio, O Globo apresentou em matéria de capa as consequências dos preconceitos múltiplos que colocam negros e pardos ocupando apenas 13% das profissões de maior prestígio, como juízes, médicos e engenheiros, e quando ocupam os mesmos cargos ganham cerca de 14% a menos do que os colegas brancos. Mesmo nos trabalhos de pouca qualificação, os salários dos brancos superam os dos negros em 55%. Como a discriminação tem caráter acumulativo, as mulheres negras ocupam as piores colocações no mercado de trabalho, recebendo apenas 39% do que recebem os homens brancos. A desigualdade na distribuição da educação impacta decisivamente na desigualdade da distribuição de renda do país. É fundamental que continue havendo pressão social para ampliação de universidades com sistema de cotas, assim como<strong> </strong>de projetos para a manutenção de estudantes cotistas. Atuar com mecanismos de reparação do déficit histórico com a população negra no sistema de ensino significa não só atuar para a superação do racismo, mas também contribuir para a distribuição de renda e para o desenvolvimento de um país justo e igualitário.</p>
<address style="text-align: justify;"><strong><strong><strong><br />
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<li><strong><strong><strong> <em>Letícia é negra, jornalista e estudante de pedagogia</em></strong></strong></strong><span style="color: #ffffff;"><br />
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</span><a title="Download Jornal Valença em Questão" href="http://issuu.com/vitorcastro/docs/vq_ed40" target="_blank"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-2831 aligncenter" title="Jornal Valença em Questão" src="http://www.portalvalencarj.com.br/wp-content/uploads/2012/05/a_Valença-em-Questão.jpg" alt="" width="478" height="91" /></a></li>
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